Socorro Lima Dantas

 

 

 

Dentro de mim, há um dilema,

Que me alaga de lembranças

Recolhidas na memória,

Do tempo que não quer prosseguir...

Ah,  essência tão presente,

mas tão minha, que não a deixo escapar !

Já nem sei se devo estagnar o tempo

Ou se devo deixar-lo escoar livremente,

Sem ter que esconder o sentimento.

Mas as nuances da fantasia me prendem,

E a todo o momento, vou enchendo as linhas vazias

que necessitam de animação.

Vou rabiscando aquilo que está preso dentro do peito,

Neste momento, sinto que a memória

não quer abafar o que passou.

Ah, que dilema é este que invade a alma ?

Uma parte de mim quer parar

A outra, insiste em continuar a falar e falar...

Mas ninguém me ouve ! por que ?

Eu realmente desejo que me ouçam ?

Não sei por que este embaraço,

Estas interrogações constantes

Que Insistem em fisgar o peito !

Mas a peça da vida que ficou prá traz

Teima em seguir, volto a pensar,

Deverei continuar ?

Deixar que os olhos sequem,

ou as lágrimas escorram pelo rosto

em demasia, como outrora ?

consulto a minha estrela, companheira das noites vazias,

mas o seu brilho hoje, está ofuscante,

e não me permite continuar.

Desisto de tudo,  vou calar a alma em sofrimento,

porque o dilema não afasta os espaços infinitos.

 

 

                            

 

 

 

 

 

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Publicado: 13.01.2007  Última atualização:  06.11.2010

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